terça-feira, 16 de julho de 2013

Pacientes esperam até sete horas por atendimento em hospital do DF




Pessoas à procura de atendimento médico enfrentaram até sete horas de espera nesta sexta-feira (12) no Hospital de Sobradinho. Imagens gravadas por celular por uma paciente mostram uma fila de macas e pessoas recebendo soro nos corredores do hospital.
A Secretaria de Saúde informou que três médicos – dois ortopedistas e um clínico geral – estavam no hospital à noite, mas como não há atendimento ambulatorial naquele horário, cerca de 20 pacientes com problemas não prioritários para atendimento tiveram de esperar entre cinco e seis horas.
Na avaliação da secretaria, houve uma sobrecarga de pacientes que não tinham urgência no atendimento. A previsão é que 30 novos leitos sejam criados até setembro, para acabar com a fila de espera em macas no corredor. De acordo com a pasta, todos os pacientes que aguardavam foram atendidos.

Isso, no entanto, não amenizou as reclamações de quem aguardava para se consultar. “Péssimo. Sempre foi péssimo o atendimento nesse hospital aqui. De todos do DF, no caso. Chega aqui qualquer hora do dia ou da noite, você chega num dia e sai no outro, chega de noite e sai de manhã, chega de dia e sai de madrugada”, disse o eletricista Cleber Cavalcante.
O assessor parlamentar Janilton Marcos Calaça esperava há uma semana conseguir uma vaga em UTI com hemodiálise para o sobrinho, que está em estado grave e em coma induzido. “Deram um prazo de até segunda-feira, e a vida dele depende de agora, desse instante. Se não houver essa vaga nas próximas horas, a gente não sabe o que pode acontecer.”
A técnica em enfermagem Rosângela Vieira esperava havia sete horas para tirar um raio X. Ela disse que tentava fazer o exame há duas semanas. “Não consigo, porque eu venho no hospital e não tem atendimento. Já voltei do hospital na semana passada porque não consegui atendimento. Eu cansei, né, e fui embora pra casa. Cansada e sem atendimento, com dor no peito e gripada.”


g1

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PT DEVERIA CRIAR 'BOLSA ÓLEO DE PEROBA' IRONIZA SENADOR DO PMDB




O senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, da ala independente do PMDB, disse nesta segunda-feira que o Partido dos Trabalhadores (PT) deveria criar a "Bolsa óleo de peroba" por causa do que considera mentiras do governo no episódio da liberação de recursos do Bolsa Família.

Boatos indicando que o programa iria acabar provocaram uma onda de saques há duas semanas, mas integrantes do PT e do governo insinuaram que a ação era obra da oposição. 
— O PT deveria criar o Bolsa óleo de Peroba e distribuir entre seus líderes e integrantes do governo, tamanha é a cara de pau e a irresponsabilidade que tem marcado todo os personagens envolvidos nesse escândalo do boato sobre o Bolsa Família — afirmou Jarbas, em discurso na tribuna do Senado.

Para o senador peemedebista, a presidente Dilma Rousseff é a "principal responsável pelo sofrimento das pessoas". Mesmo assim, observou ele, Dilma teve o "disparate" de falar que as suspeitas do fim do programa eram "algo absurdamente desumano e criminoso". 

Ele comparou a tentativa de atribuir à oposição os boatos a políticas de presidentes populistas e autoritários que "se valem da pobreza da população para continuar seu reinado de manipulações, como na Venezuela e na Argentina". 

Jarbas Vasconcelos disse ser impossível acreditar na versão do Palácio do Planalto de que não sabia da antecipação dos pagamentos do Bolsa Família. 

— Todo esse episódio está cercado de mentiras em cima de mentiras, de falsidades e de recuos constrangidos do governo — disse. 

O senador lembrou que, nas eleições presidenciais de 2006 e 2010, o programa foi usado como "arma de terrorismo eleitoral" contra a oposição. Ele defendeu que, ao contrário dos muitos escândalos que terminaram "jogados para debaixo do tapete vermelho e cheio de estrelas", numa referência ao símbolo do PT, esse caso "não pode ser esquecido por aqueles que querem um Brasil mais sério e transparente".



Fonte: Jornal Zero Hora

Hacker de 19 anos revela como fraudou eleições no Rio de Janeiro

imagem: galileu
Ao que parece, o sistema de contabilização de votos através das urnas eletrônicas não é seguro. Nesta segunda-feira, dia 10 de dezembro, um Hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel, contou como conseguiu fraudar resultados das últimas eleições, durante um seminário chamado “A urna eletrônica é confiável?”.

Segundo ele, é possível modificar o resultado das eleições interceptando os votos no momento em que eles são enviados das urnas para o sistema que contabiliza os votos. Tudo isso momentos antes das urnas serem fechadas, invadindo a rede do TRE, sob responsabilidade da Oi.

De acordo com Rangel, que está sob proteção da polícia, ele atuava em companhia de outros hackers beneficiando políticos da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, especificamente o deputado Paulo Melo (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O assunto deve ser transformado em um livro e em um documentário, mas até agora não foram informadas ações legais em relação às fraudes reportadas.

 Via ViOMundo

sexta-feira, 5 de julho de 2013

STF divulga nota sobre viagem de Joaquim Barbosa com dinheiro público




Após a divulgação, por diversos jornais, de viagem de Joaquim Barbosa ao Rio de Janeiro, supostamente com o intuito de assistir a um jogo de futebol da seleção no dia 2 de junho, o STF emitiu uma nota a respeito do tema.

Nota à Imprensa
A respeito das informações veiculadas nesta sexta-feira (05) sobre o pagamento de passagens aéreas para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) cumpre esclarecer:

1 – O presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa, não viajou para o Rio de Janeiro, no último dia 31 de maio, para assistir ao jogo do Brasil. O Ministro retornou para a sua residência no Rio de Janeiro, como faz regularmente há mais de 10 anos, desde que empossado no Supremo;
2 – O Ministro teve seu deslocamento, em avião de carreira, pago pelo Supremo. Essa é uma prerrogativa de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal, adotada também por outros tribunais;
3 – Decisão administrativa de 1995 regulamentou cota de passagens aéreas a ser utilizada pelos gabinetes dos Ministros de acordo com a necessidade de deslocamento de cada um deles, havendo limite para os gastos;
4 – A cota de passagens é anual e tem validade independentemente do recesso judiciário ou períodos de licença.
Joaquim Barbosa foi alvo de críticas, sobretudo nas redes sociais, sendo acusado de hipocrisia e falsidade, mormente pelo fato de representar, para muitos, um ícone da ética e da luta contra a corrupção.
Para outros, a atitude não é condenável, tanto por ser legalizada, quanto pelo fato de Joaquim Barbosa ter residência no Rio de Janeiro, além de argumentos de que, como cidadão exemplar, mereceria tais "mordomias".
Qual é a sua posição a respeito?

Urnas eletrônicas: Tema repleto de acusações, fraudes, ameaças e denúncias




Tendo em vista a necessidade de informar a população, bem como o recrudescimento de críticas ao sistema eleitoral brasileiro em seu formato e procedimento atual, julgamos necessário um artigo que englobe tais temáticas, possibilitando, ao cidadão, a formação de uma concepção crítica, autônoma e consciente a respeito de tais métodos.

A Urna Eletrônica estava a ser idealizada, no Brasil, desde o período do regime militar, como proposta de facilitar a realização e a apuração das votações. A ideia se consolidou em 1990 e o primeiro pleito oficial no Brasil foi realizado em 1991. Após isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a implantá-la por todo o país, sendo o sistema e as máquinas aprimorados e atualizados ao longos dos anos.

As urnas utilizadas no Brasil são as chamadas de primeira geração - isto é, usam um sistema denomiado Direct Recording Electronic voting machines, ou simplesmente máquinas DRE: a confiabilidade da apuração dos votos depende da confiabilidade dos software nelas instaladas, impossibilitando, pois, uma auditoria dos resultados.

Apesar de inúmeras evidências em contrário, o TSE alega que esse sistema de votação é garantido com 100% de segurança, de modo que seria, portanto, motivo de orgulho e prestígio do Brasil perante diversos países do mundo. Isto é comumente corroborado por mídias em geral. No entanto, crescem discussões e manifestações a respeito do problema, questionando a real eficiência e segurança desse sistema.

Alguns casos começaram a eclodir nos últimos anos como, por exemplo, em Guarulhos - segundo maior colégio eleitoral do estado de São Paulo -, em que, segundo um matemático em entrevista para o jornal da Band, isto seria considerado praticamente impossível de ocorrer, nas eleições municipais de 2004: 79927 eleitores não votaram; 79927 votaram brancos e nulos; e outros 79927 justificaram. É, até mesmo para os mais ingênuos, de se desconfiar muito.


Outro caso, agora no município de Caxias - interior do Maranhão -, mostra candidatos que não receberam nenhum voto, nem eles mesmos ou a família haviam votado, segundo as urnas.


Além desses, há diversos outros casos de violação e manipulação da urna. Assista ao vídeo que mostra os casos citados e alguns outros:


Uma grande polêmica no ano passado foi quando um grupo da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu, nos testes promovidos pelo TSE, violar a sequência de votos de uma urna eletrônica, colocando em dúvida o sistema de segurança.
Questionado em entrevista ao O Globo, na época, o ministro Ricardo Lewandowski, ex-presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, afirmou: “Foi dentro de um ambiente controlado. Isto, numa situação real, seria absolutamente impossível porque eles não teriam acesso à fonte; ao algoritmo e não teria como identificar a lista com os eleitores...O eleitor pode ficar tranquilo que não é uma quebra, pois esta não era uma situação real e não há como vincular a sequência de votação ao eleitor”.

Almicar Brunazo Filho, engenheiro pela Politécnica da USP, especialista em Criptografia e Inteligência Virtual, comentou o caso com o site Viomundo, desmentindo o afirmado pelo aludido ministro: “Uma vez ordenados os registros dos votos, há muitas formas de se coagir: basta aos fraudadores (que queiram coagir eleitores) anotar a ordem de votação dos eleitores e eles poderão identificar o voto de cada um (e depois co-relacionar com a hora nos arquivos de log que também são públicos): um voto de cabresto pós-moderno”.

Link: http://youtu.be/AKvI3AQvWVs

Em relação ao acesso às fontes, dispara: “nos seis meses que antecedem as eleições regulares, é obrigatória por lei (art. 66 da Lei 9.504) a apresentação do código-fonte para o Ministério Público, OAB, partidos e demais interessados. Eu mesmo sempre tive acesso a esses códigos em todas as eleições desde 2000”. Ademais, relata que as urnas do modelo brasileiro (1ª Geração) foram proibidas e declaradas inconstitucionais na Holanda e na Alemanha.

A polêmica mais recente é a “confissão” de um jovem hacker de 19 anos que teria fraudado resultados nas últimas eleições por meio de acessos ilegais e privilegiados à intranet da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro.

No meio político, gerou polêmica o combate verbal travado pelo Deputado Chiarelli, no qual afirma, com veemência, que as urnas eletrônicas brasileiras são uma fraude, uma piada no exterior, além de acusar responsáveis pela criação e pela implantação. O parlamentar chega a insinuar que a morte de diversos políticos teria decorrido de suas denúncias, asseverando, inclusive, que o próprio estaria recebendo ameaças de morte:


Censura: Tarso Genro afirma que 80% do conteúdo de rádio e TV deveria sair do ar




Tarso Genro, governador do estado do Rio Grande do Sul, defendeu a regulação da mídia, afirmando que "mais de 80%" do conteúdo disponível em Rádio e TV teria de ser, em respeito à Constituição Federal, removido.

Se esses artigos fossem aplicados de maneira séria, provavelmente mais de 80% dos programas que estão nas rádios e principalmente nas televisões teriam de sair do ar", afirmou, frisando o conteúdo do artigo 221 da CF/88.

Trata-se do seguinte conteúdo normativo:


Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
"São programas que ou transformam a mercadoria em notícia ideologizada ou promovem a violência, o sexismo e a discriminação", alegou durante evento com sindicatos e movimentos sociais, em Porto Alegre.
Criticou, também, a concentração do poder midiático em "poucas mãos", de modo a impedir que o controle do setor de informação a "meia dúzia de famílias". 
Quanto à corrupção, defendeu, aparentemente, o governo, afirmando que "A culpa é sempre do Estado. É um processo que não tem sujeito. Quem leva para dentro do Estado o vírus da corrupção é a iniciativa privada". Criticou, também, a cobertura da mídia no caso do mensalão, asserindo que os réus foram condenados antecipadamente pela mídia, influenciando a decisão do STF.

Qual é a sua posição a respeito? A regulação pode ser vantajosa? Ainda que benéfica, pode abrir precedentes para a censura governamental interessada no acobertamento de informações? Estão a usar de justificativas colaterais como forma de endossar o crescimento do controle da informação pelo Estado de modo arriscado e perigoso? É um meio de promover programações construtivas? Emita sua opinião e contribua para o diálogo democrático.

Senador Cristóvam Buarque defende o fim dos partidos políticos brasileiros




O Senador Cristóvam Buarque, do PDT-DF, iniciou seu discurso em plenário, no dia 21 de junho, criticando o vazio que predominava na sessão, mesmo em meio a manifestações por todo o Brasil, o que poderia ser uma evidência da desídia de seus "colegas" para com a população.

Em seguida, afirmou: "Eu me entristeço muito por não poder ir às passeatas. (...) É triste você ser representante do povo, ter recebido tantos votos e, pelo fato de ser um político, não ser visto como um deles". 

Comentou livro escrito anteriormente pelo mesmo e prosseguiu analisando as motivações dos manifestantes. "Melhorar a educação, são uns, acabar com a PEC 37, são outros, acabar com a corrupção, são outros. Mas o que unificaria todos? (...) Acredito que para fazer o que eles querem, precisaríamos de uma lei contra 32 letras: 'São abolidos os partidos'. 
Isso sensibilizaria a população lá fora. Nada os unifica mais que a ojeriza, a crítica aos partidos políticos. Talvez seja a hora. E vamos trabalhar para saber o que a gente põe no lugar, se a gente põe no lugar outros partidos ou outra coisa".
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Após comentários à postura da ex-senadora Marina Silva, comentou: "Nossos partidos não refletem mais o que o povo precisa com os seus representantes, nem do ponto de vista do conteúdo, nem do ponto de vista da forma. Não estamos incorporando os problemas da contemporaneidade. (..) Nós falamos em aumentar o PIB e não em aumentar o bem-estar, falamos em mais carros e não em melhorar o transporte. Falamos em cidadania e não em florestania ou em planetania, como costumo defender, que é um salto adiante, colocando todas as florestas e populações juntas, numa visão comum de todo o planeta. Ficamos velhos nas propostas e ficamos velhos nas formas. 

Comentou, outrossim, a importância da internet e da velocidade presente na Era da Informação. Além disso, defendeu o voto avulso para a Assembleia Constituinte Extraordinária e emergencial. "Não há manifestação de um milhão de pessoas em um dia que não exija uma revolução". Defendeu as manifestações, afirmando que "baderneiros" seriam uma exceção. "Esse não era o espírito, o espírito era de um milhão de brasileiros críticos do que acontece hoje no Brasil". Declarou que Dilma deveria reconhecer os erros e a falência de como os políticos estão fazendo políticas, erros ao buscar acordos e não consenso, entre outros. "Errou, entre muitos erros, em levar à frente a prioridade da Copa, enquanto o país não tem nem condições de prover segurança para os turistas. Errou nos acordos e alianças com pessoas que têm fama de imoralidade e corrupção (...) Isso é prova de que ou não se quer combater a corrupção ou de que o serviço de informações do governo é precário, de modo que se tenha de saber pelos meios de comunicação que há ministros por perto. Temos de atender a uma política para o povo, uma política que os represente, que os dê orgulhe, precisamos de uma revolução".

"Povo tem razão: os atuais partidos fracassaram. Nunca pensei que os partidos tivessem tantos defensores. Só apanhei e muito por dizer que os atuais partidos precisam ser abolidos", escreveu em seu twitter após a declaração no Plenário.